Combustíveis: PS insiste nas explicações da Autoridade da Concorrência
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Número de Documento: 8331873 Lisboa, Portugal 15/05/2008 17:04 (LUSA) Temas: Energia, gasóleo, Economia (geral), Parlamento, Partidos e movimentos, Política (geral)
Lisboa, 15 Mai (Lusa) - O PS insistiu hoje nas explicações e na audição no Parlamento "o mais rápido possível" da Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a "situação cada vez mais grave" dos preços dos combustíveis em Portugal. A iniciativa partiu do deputado socialista Jorge Seguro Sanches, no final da reunião da bancada do PS, na Assembleia da República, numa semana em que o aumento dos combustíveis entrou na agenda política com a subida do preço mais três cêntimos, o que acontece pela 15ª vez desde o início do ano. "É necessário um esclarecimento quanto mais rápido possível da parte da Autoridade da Concorrência", afirmou Jorge Seguro Sanches em declarações aos jornalistas. Para o deputado do PS, "é necessária, quanto à formação de preços [dos combustíveis], uma justificação, nomeadamente quanto à investigação solicitada pelo Governo". Além disso, os sucessivos aumentos "reforçam com carácter de urgência" a audição da entidade reguladora e tornam a "situação cada vez mais grave". O pedido de audição da AdC na comissão de Assuntos Económicos foi aprovado, a reunião está agendada para 03 de Junho, mas a bancada socialista quer antecipar o encontro. A AdC anunciou a 30 de Abril que vai analisar, com urgência, a formação do preço de combustíveis em Portugal, a pedido do Ministério da Economia que quer que a entidade analise a formação do preço, de forma a garantir que este reflicta os custos de produção. Na quarta-feira, o Bloco de Esquerda (BE) pediu a presença do ministro da Economia, Manuel Pinho, na comissão parlamentar de Economia para explicar os preços dos combustíveis que, segundo as contas dos bloquistas, tem um peso de "65 por cento de impostos e especulação". Hoje, o deputado do PS Maximiano Martins defendeu, no Parlamento, que deve "ser apreciada" uma eventual redução do imposto sobre os combustíveis ou uma "baixa selectiva". "Tem que ser apreciada uma baixa generalizada do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos ou uma baixa selectiva para determinados utilizadores", afirmou o deputado, no final da reunião semanal da bancada socialista. Também Maximiano Martins insistiu na urgência das explicações por parte da autoridade da concorrência: "É preciso que apresente rapidamente resultados, sem os quais haverá uma incompreensão sobre aquilo que está a acontecer, que não seria boa para ninguém." "Nem para a nossa vida política nem para a nossa vida social", admitiu. NS. Lusa/fim
Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
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